© Guillermo Vazquez Consuegra . Pubblicata il 16 Settembre 2010.
Mais do que um programa relativamente simples como o do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, o edifício desempenhará um papel essencial e protagonista na definição dos espaços urbanos da plataforma marítima em frente aos edifícios vinculados à actividade portuária.
© Guillermo Vazquez Consuegra . Pubblicata il 16 Settembre 2010.
A sua forma de abordar ao terreno será vital para a definição dos espaços urbanos por ambos os lados do Terminal. A sua forma e volumetria será fundamental pela sua integração na explêndida paisagem urbana da cidade que vai caindo até ao rio. Será um edifício em que a dimensão urbana da sua arquitectura, a qualidade urbana do arquitectónico, assuma um papel relevante na edificação dos seus aspectos formais. Presença na cidade, capacidade de organizar e definir os espaços urbanos, mas também presença no rio, capacidade de propor uma peça arquitectónica em sintonia com os edifícios industriais que vão construindo a margem direita do rio Tejo. O edifício deve oferecer uma fachada urbana principal capaz de ajudar a configurar a nova praça da Alfândega, mas ao mesmo tempo deve oferecer uma fachada marítima relevante e com forte presença como corresponde a um edifício da natureza como o novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa.
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Das considerações conjuntas destas reflexões surge a nossa proposta: Um edifício em forma de L , ou dito de outra maneira, duas peças unidas por uma ligeira galeria a fim de evitar a presença de um grande volume fechado que obstruisse ou dificultasse a visibilidade sobre o rio desde a Avenida Infante D.Henrinque.
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Esta maneira de se abrir em L permitirá oferecer uma fachada urbana à nova praça da Alfândega construindo inteiramente o seu limite Sudoeste através de uma ampla e generosa consola suspensa e propor agora três linhas de árvores de grande porte em frente à irrelevante fachada lateral do Jardim do Tabaco, de forma que a Alfândega e o Terminal de Cruzeiros sejam agora os dois grandes edifícios que configuram a nova praça, aberta ao longínquo horizonte do rio.
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Esta construção em L permitirá igualmente oferecer uma ampla fachada marítima desenvolvida no Piso 1, uma vez que no Piso 0 desaparece a construção, com o duplo objectivo de permitir a vista ao rio desde a cidade e ao mesmo tempo propondo um espaço público coberto em relação com a segunda praça que conforma o diedro do terminal.
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Junto a esta segunda praça, recatada e mais arborizada que a praça da Alfândega, extende-se o amplo parque de autocarros, organizado sobre um eixo vertebrador paralelo ao rio. A caligrafia dos pavimentos verdes mistos, em consonância com a geometria do estacionamento e da presença de uma longa pérgola vegetal, que protegerá do sol o percurso pedonal no estacionamento, contribuirão para definir e tornar confortável um difícil recinto que estando vinculado ao Terminal de Cruzeiros deverá propor espaços de reserva urbana, os quais a cidade usará como melhor lhe convenha.
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Conjuntamente com o estacionamento reservado de superfície, propomos um parque de estacionamento subterrâneo de uso público com capacidade para 495 lugares, ocupando o espaço da antiga doca do Jardim do Tabaco, bem articulado com a estrutura do edifíco do Terminal e com os espaços exteriores no que se refere à localização dos acessos de entrada e saída.
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Um ponto relevante para a formalização do edifício foi o desenho das coberturas. Um jogo múltiplo de planos quebrados que se prolongam, se fracturam e se justapõem oferecendo uma paisagem complexa, entrelaçada. Uma paisagem urbana aérea que, entendemos, combina com a fragmentada prespectiva urbana da cidade que se contempla desde os seus numerosos miradores de Alfama, conseguindo assim uma delicada integração com as coberturas do casario.
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Ao mesmo tempo este movimento sigiloso de pendentes e grandes águas nos oferecerá a possibilidade de abrir clarabóias onde sejam necessárias, ou ainda grandes janelas à cidade, como aquela que se abre na zona de desembarque, a chegada à cidade, a soberba paisagem do bairro de Alfama, puntuado pelas silhuetas do Mosteiro de S. Vicente e da Igreja de S. Estevão ou da precisa e exacta do Panteão.
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As fachadas acristaladas mais expostas do Terminal estarão protegidas por um “brise-soleil” composto por lâminas verticais de material cerâmico, que evitarão a exposição solar directa e transmitirão uma vibração cromática dourada, como alguns dos explêndidos edifícios públicos que desenham a formosa e colorida paisagem urbana de Lisboa.
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