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Charneca da Caparica - Almada, Portugal

Parque Aventura

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O parque instala-se numa mata com domínio de pinheiro bravo inserido no tecido urbano da Charneca da Caparica complementando e melhorando a qualidade do espaço envolvente. O parque surge através da acção de densificação de orlas nos seus limites, procurando a definição de clareiras no seu interior, perfeitamente isoladas da envolvente urbana. Deste modo, reconhecer clareiras pre-existentes, actuando na configuração dos seus limites constitui a primeira acção que determina a sua estrutura. Uma rede de percursos com diferentes hierarquias interliga as clareiras permitindo usufruir e deambular pelos diversos espaços.
A definição de uma rede de percursos, adaptados à topografia, permite e auxilia a definição destes limites, complementada pelo adensamento de orlas no contacto dos espaços de clareira, atravessando alternadamente o espaço-mata e o espaço-clareira. A hierarquia que caracteriza os percursos define-se através de três propósitos/programa: – percurso ‘topográfico’/ciclável mais extenso e adaptado à topografia existente, garante o acesso a todos os lugares existentes no parque - percurso principal/pedonal articula e permite a utilização dos espaços mais significativos do parque, tais como as clareiras, atravessando situações ecológicas distintas. A pista ciclável define uma estrutura que cruza ou acompanha pontualmente o percurso pedonal sendo materializada apenas pela marcação dos seus limites através de estacas de madeiras pintadas mantendo-se o solo natural como elemento de desafio à sua utilização. - percursos/trilhos que permitem ligar os percursos cicláveis e o percurso principal. Estes são constituidos por mulch de casca de pinheiro com remates em madeira, fundindo-se na materialidade que existe no parque.
As clareiras constituem espaços onde o programa de recreio se intensifica, criando um parque de merendas, anfiteatro e uma área relvada de recreio informal. Junto à entrada Sul e a entrada principal a Poente, encontra-se o edifício de apoio ao Parque, inserido numa clareira preenchida com mulch de casca de pinheiro, que mantém o ambiente sombrio e calmo da mata como área de estadia e encontro, limitada por um banco em betão. Pretende-se que este espaço complemente as actividades que possam ser desenvolvidas no espaço multifuncional que existe no edifício, propício a actividades educativas e de lazer.
Do sistema de vegetação existente, destacam-se as árvores pelo seu porte considerável. Estas, bem como os matos, constituem espécies endémicas em processo de regeneração natural. O estrato arbóreo é dominado por um pinhal, coexistindo o pinheiro bravo (Pinus pinaster) com o pinheiro manso (Pinus pinea) A estratégia da gestão da vegetação prevê que os pinheiros bravos existentes sejam gradualmente substituídos por pinheiros mansos, consolidando o pinhal existente. Estes serão plantados em agrupamentos de elementos de maior e menor porte, permitindo que a acção do tempo sobre a vegetação garanta a perenidade desta tipologia de vegetação. Ocorrem ainda manchas singulares de carvalhos (Quercus faginea e Quercus coccifera) cuja expressão será intensificada, e aumentada a sua biodivearsidade através da plantação de sobreiro (Quercus suber) e carvalho cerquinho (Quercus faginea). Pretende-se assim criar maior diversidade no coberto vegetal, auxiliando o processo de regeneração natural com a introdução de espécies que compõem um estado evolutivo mais avançado da vegetação. O objectivo será trabalhar sobretudo no contacto entre a mata e as clareiras existentes, através da intensificação do espaço ‘orla’ , que permitirá reconhecer e consolidar o carácter diferenciado destas tipologias de espaço. Será assim instalada uma orla caducifólia (Ulmus resista) cuja folhagem no Outono permitirá uma luminosidade única na clareira a Nascente.
A proposta de sinalética para o Parque inclui três soluções de informação distintas nas variantes de sinalética vertical e horizontal. A sinalética vertical é constituida por um painel informativo localizado na fachada do edifício da entrada, que incluiu o percurso pedonal bem como a informação exigida legalmente nos espaços de recreio infantil. Em diferentes pontos surgem outros paineis verticais que identificam a flora existente no Parque. A sinalética horizontal consiste na aplicação de pintura orientativa e reflectora nos muretes de contenção de percursos e nos atravessamentos entre o percurso ciclável e pedonal. Neste último a sinalética consiste na utilização de lajes de betão com a largura do percurso, com pictogramas que indicam a circulação de peões e bicicletas. Tanto a diferença de materiais como a existência dos pictogramas indicarão ao peão e ao ciclista a necessidade de cuidado adicional.

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Walk

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