© J.J.Silva Garcia . Pubblicata il 04 Febbraio 2011.
SALA DE ESPECTÁCULOS. DA IDEIA. Para trás fica a escala das estradas que, de outras terras, nos trazem a Ponte de Lima. Depois de atravessar o rio, a aproximação ao sítio pelo sul é um dos modos de entrar na Vila. Uma colina à mão direita surge contida na base por um muro de granito alto e escurecido pela patine do tempo, enquanto na sua frente uma linha de edifícios baixos, paralela à rua, dá a vez a um volume branco isolado, em parte suspenso sobre o espaço público para enfatizar a entrada do hotel que fica no seu interior.
© J.J.Silva Garcia . Pubblicata il 04 Febbraio 2011.
A seguir, o terreno desce para se deixar ajardinar enquanto se aproxima da plataforma onde uma magnífica alameda de plátanos, agora tingidos pela ferrugem das cores outonais, acompanha a margem do rio inevitavelmente presente. Do outro lado desse vazio, marcando perpendicularidade com a linha da água, um outro jogo de volumes foi há muito pintado de branco e bordado com cantarias de granito da região: a igreja da Ordem Terceira de S.Francisco, de onde se eleva a torre sineira, e o Teatro Diogo Bernardes, denunciado pelo volume da caixa de palco.
© J.J.Silva Garcia . Pubblicata il 04 Febbraio 2011.
Neste, do lado direito do vazio aberto sobre a paisagem de poente e a colina de antes a ficar para sul, imagina-se o novo edifício da Sala de Espectáculos. O seu volume, retomando a perpendicularidade com o rio que o edificado existente propõe, apropria-se igualmente da mesma modesta volumetria quando dialoga directamente com a rua, mas repete a ousadia das torres num plano mais recuado, levado pela exigência funcional de uma outra caixa de palco que, ao acontecer, também faz a transição para as construções que, na plataforma mais elevada, fazem o cenário a nascente. A rua permanecerá elevada como varanda sobre os plátanos e rio, mas deixa que, do outro lado, o passeio se transforme num largo amplo onde pousa o novo edifício, ao mesmo tempo que aponta a um diálogo renovado com o espaço de natureza, verde e preenchido por árvores na ala sul do terreno, onde se mexe apenas o necessário para o tornar mais fruível na nova realidade a criar e prolongando-se depois da rua no continuum verdejante que avança pela colina.
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No novo largo que resolve o desnível actual e permite em cave um aparcamento automóvel coberto, o edifício surge solto, suspenso do chão, oferecendo a concavidade que aponta a entrada; tal como acontece, à sua maneira, no hotel que fica na outra ponta de um diálogo de volumes estabelecido na diagonal. Por aqui se chega ao foyer contido por uma membrana de vidro que deixa a transparência a ligá-lo ao resto do largo e ao espaço verde. O auditório fica logo a seguir. Nele se entra pelo seu extremo mais elevado. Depois, no envolvimento da “boite à merveilles” vê-se ao fundo o cenário onde toda a magia pode acontecer quando as paredes e os planos ondulados do tecto escurecem e dão a vez às luzes do palco, às cores, aos brilhos, ao movimento e à música que, lá em baixo, é reinventada pelos artistas.
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Fora, na mesma relação de convivência entre a natureza humanizada e a edificação que caracteriza grande parte do território limiano, fica o espaço verde existente renovado para envolver ao auditório exterior, protegido a sul por uma cortina acústica vegetal, com quem interage num jogo de interpenetração das linhas de bancada, e para manter o continuo naturalizado que se desenvolve para sul, subindo pela colina que lhe fica defronte.
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PARQUE DE CAMPISMO. DA IDEIA E DO PROGRAMA. A pé, poucos minutos de um passeio ribeirinho separam o lugar do centro da vila, a que se pode chegar também de automóvel e de bicicleta. Próximo do rio, o terreno contido por altos muros de granito ainda guarda as memórias de uma ruralidade próxima. Dentro dos seus limites feitos por veredas curvilíneas, quase plano na sua maior extensão eleva-se depois até à rua principal através de um conjunto de plataformas definidas por vetustos muros feitos com pedra solta e musgos, marcando no território evidentes linhas no sentido norte/sul, como que a repetir o percurso do rio que fica cá em baixo a pouca distância do lugar. São essas linhas que inspiram a malha viária que estrutura o Parque de Campismo, assumindo a ortogonalidade e a lógica de organização espacial recuperada da história como se tratasse, em certo sentido, de um acampamento romano. Não havendo exactos cardus nem decumanus, há, mesmo assim, uma idêntica intenção de ordenar o território, sem perder o ensejo para compensar a sua geometrização com momentos de organicidade. Antes do Parque refaz-se a sua relação física com a rua, recuando o plano do muro para criar espaço de paragem eventual e preparar o acesso ao seu interior. À entrada num pequeno volume faz-se o controlo da entrada. Ali ao lado, debaixo das árvores existentes, um chão de saibro serve de estacionamento provisório enquanto se completam as formalidades para a estadia na casa rural, recuperada por se dar importância às coisas da memória, e onde se instalou a recepção, os serviços administrativos, o posto médico, uma loja de conveniência e a sala de convívio. Em frente, a acompanhar a rampa que liga à plataforma seguinte, mantêm-se no cenário os espigueiros e a casa do lagar. Sobre as plataformas contidas pelos muros de granito é a vez de dispor uma linha de bungalows, com tipologias T1, T2 e T3, repetindo-a logo a seguir no plano inferior, como a marcar aí o lado mais urbano do Parque.
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Para o limite a Norte, a fazer protecção dos ventos dominantes enquanto dissimula a vizinhança, propõe-se uma cortina ondulante de choupos, trazendo para perto efeito idêntico ao do choupal que se vê mais adiante, Logo depois surge o maciço de árvores plantadas de forma regular, a dar cor e sombra ao recinto das tendas com capacidade para 700 campistas: seis quarteirões de alvéolos ligados por uma ala central onde se implantam os módulos de apoio. Do lado oposto, menos densamente arborizado, com a mesma estratégia reticulada fica definida a zona de estacionamento de caravanas e de auto-caravanas. Na proximidade e perto da entrada principal do Parque localizam-se duas áreas arborizadas vocacionadas para aparcamento automóvel. No centro de tudo um amplo espaço relvado, assegurando a leitura sobre o rio para quem estiver nos planos mais elevados. Marcado pela água do lago (proposta facultativa) e da piscina que lhe imita a organicidade formal, num diálogo com pequenas colinas artificiais que se deixam percorrer por bétulas dispostas em curvilínea, é o lugar escolhido para se encontrar o bar/restaurante, os campos de jogos e o espaço lúdico destinado aos mais novos. Em pontos estratégicos localizam-se equipamentos de recolha de resíduos sólidos urbanos com sistema de triagem selectiva, que serão recolhidos periodicamente por veículo de pequenas dimensões para eco-ponto localizado junto à rua principal para fácil manobra de recolha (a partir do exterior) a realizar pelo veículo municipal.
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